Segunda-feira, Setembro 15, 2008

E agora, Mister M?


Não dá pra falar de Mister M nos anos 90 sem falar de Cid Moreira. A pronúncia do apelido do "mágico" Leonard Monatono vem em nossa mente na famosa voz rouca do repórter que o deixou famoso só com uma frase: "E agora, Mister M?".
Tão logo o quadro que propunha desvendar os mistérios do ilusionismo foi ao ar, já causou sensação. Tinha dois ingredientes essenciais a tudo que quer fazer bastante sucesso em bem pouco tempo: mistério e polêmica.
O mistério se fazia presente na não revelação da identidade de Mister M, o que sempre funcionou como um marketing eficaz.  A máscara jamais era retirada! Até hoje as novelas usam do batido segredo do "Quem matou fulano?" para manter a audiência lá em cima. O que determina um ponto de personalidade comum a todos: curiosidade!
A polêmica veio em seguida: os outros mágicos começaram a ficar emputecidos com o tal do Mister M. Como assim ele vai revelar nossos segredos? E se ninguém mais quiser ir em shows de mágica? Enfim, alguns ilusionistas começaram a temer pelo pão de cada dia e passaram a processar a globo pela exibição do problema. Quem ganhou os processos? Não importa. Mister M veio tão rápido como foi e hoje pouca gente lembra dele. Mas basta ver a famosa máscara para relembrar os momentos de curiosidade. Um simbolo que ficou impregnado em nossas memórias.
No fundo tenho saudades... Mas e agora Mister M?
Site Oficial: Mister M

Segunda-feira, Setembro 01, 2008

O fanático mundo dos tazos!




Se viveu nos Anos 90 vai ter que lembrar de Tazos.
Eram discos de plástico com figuras de desenho animado, mas pra quem gostava era mais que isso: era moeda de escambo. Virou dinheiro na mão da gente:
- Eu troco três tazos "super" por um "hiper"...
- Se eu fizer isso pra você você me dá aquele do Pikachu?
Tinham alguns que eram realmente raros e portanto difíceis de conseguir. Quem possuía um desses... era Deus.
Quando tínhamos alguns repetidos íamos para o jogo de bafo: 4 amigos empilham 4 tazos (um de cada um) e um por um vão baforando na própria mão e batendo na pilha.Virou ganhou. Parece estúpido agora, mas na época, era o que havia para conseguir ganhar (perder) um bom número em bem pouco tempo.
E nessa história toda pouco interessava o salgadinho, o que importava mesmo era o tazo que ia vir dentro. E que adrenalina abrirum pacote à espera de um tazo. Será quevai ser um que já tenho? Será que não? Que cor será que vai vir?
Não sei vocês, mas eu não era do tipo que abria e procurava rapidamente pelodisco de plástico. Eu abria o pacote de salgadinho e ia comendo até o tazo encostar na minha mão. A sensação de levar um susto com ele era ótima e eu só perdia a oportunidade de senti-la quando comíamos em grupo. Daí é salve-se quem puder. Enfiava a mão e procurava com afinco pra ter certeza de que nenhum amigo ia dar uma de espertinho e pegar ele antes de mim.
Mas os tazos foram se modificando aos poucos. Começaram a ficar mais bonitos e texturizados. Uma verdade indústria do entretenimento infantil se instalou. Chegaram os tazos brilhantes, os em alto-relevo, os com "imagem móvel", os de ouro, prata e bronze. Eu lembro que quando chegaram os tazos que voavam já não achava mais tão legal brincar de tazo.
Hoje vejo com clareza que foi uma grande estratégia de venda da Elma Chips esses brinquedos viciantes. Mas não me importo em pensar que fui manipulado. Somos até hoje, se formos parar pra pensar.  O que importa é que são memórias que eu não quero jamais esquecer.



Quem tiver mais interesse, tem esse site aqui que está vendendo a coleção.

Domingo, Agosto 31, 2008

Se eu queria uma máquina do tempo?

Foi num barzinho com amigos que me veio a idéia do Blog. Depois de quase uma noite inteira falando sobre nossas infâncias e de como foi bom ter vivido elas nos anos 90: tazo, io-io da Coca-Cola, surpresa de kinderovo, supernintendo, tamagoshi, geloucos, topa tudo por dinheiro, enfim! Foi tão bom viver criança nessa época que sempre que lembramos temos pano pra manga de muitas conversas noite adentro. Então pensei: "Nasci em 1989. Vivi os anos 90 integralmente e infantilmente, por que não registrar tudo isso?" e aqui está o início disso que tem o intuito de envolver a imaginação de pessoas como eu: nostálgicos de plantão.



Se eu queria uma máquina do tempo? Jamais! Quero viver o agora. Mas quero sempre viver com o espírito de uma criança.


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